
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (7) a apreensão do petroleiro Marinera (antigo Bella 1), ligado à Venezuela e que navega sob bandeira russa. A interceptação foi revelada pela agência de notícias Reuters e confirmada pelo Exército norte-americano horas depois.
A embarcação havia recebido escolta de submarino russo nos últimos dias, segundo a mídia dos EUA. A apreensão do petroleiro tem o potencial de escalar as tensões entre Washington e Moscou. Segundo a agência de notícias Associated Press, tropas norte-americanas embarcaram no petroleiro. "O Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna, em coordenação com o Departamento de Guerra, anunciam hoje a apreensão do navio M/V Bella 1 por violar sanções dos EUA. A embarcação foi apreendida no Atlântico Norte de acordo com um mandado emitido por um tribunal federal dos EUA, após ter sido rastreada pelo [navio] USCGC Munro", afirmou em comunicado o Comando europeu do Exército norte-americano.
O governo da Rússia repudiou a apreensão do petroleiro e afirmou que a ação dos EUA violou o direito marítimo e que "não havia jurisdição para o uso da força". A Casa Branca afirmou anteriormente que a apreensão respeitaria o direito internacional por acusar o navio de navegar sob bandeira falsa.
O Reino Unido deu apoio à operação de apreensão após um pedido de ajuda dos EUA, segundo o secretário de Defesa britânico, John Healey. As Forças Armadas britânicas forneceram "suporte operacional, incluindo o uso de bases", uma embarcação militar e apoio aéreo de vigilância. Healey disse que o petroleiro tem um "histórico nefasto" e é "ligado a redes russas e iranianas de evasão de sanções".
Também nesta quarta-feira, os EUA anunciaram a apreensão de outro petroleiro ligado à Venezuela, a quarta registrada nas últimas semanas. O navio se chama Sophia e foi interceptado no Mar do Caribe.
Recentemente, a Rússia deslocou um submarino e outras embarcações para escoltar o petroleiro, que os EUA interceptaram no final de dezembro e tentam apreender desde então. À época, a embarcação estava perto da Venezuela e fugiu para o Oceano Atlântico. O petroleiro, antes chamado de Bella 1 e que tinha bandeira panamenha, foi rebatizado e agora navega sob tutela russa.
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