
Dudu quer esquecer 2023. No ano passado, o atacante do Palmeiras sofreu sua primeira grave lesão na carreira e descobriu que estava sendo vítima de um golpe financeiro. A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para investigar Thiago Soubhia Donda, ex-assessor e padrinho de casamento do jogador, um ex-gerente da agência de um banco, e um funcionário de um cartório em São Paulo. Os advogados de Dudu alegam que o jogador perdeu mais de R$ 18 milhões nos últimos anos.
Em novembro do ano passado, a defesa de Dudu solicitou a instauração de inquérito no 15º Distrito Policial de São Paulo, que começou, então, a investigar as partes denunciadas. No centro da denúncia está Thiago Donda, amigo por anos de Dudu e uma das pessoas em quem o jogador mais confiava. Depois da denúncia, o atleta cortou relação com o seu ex-assessor e desfez a amizade de mais de uma década.
A denúncia aponta que Thiago usou fichas internas com assinatura falsas de Dudu para desviar mensalmente dinheiro de uma conta no Bradesco em que o atacante recebia do Palmeiras os direitos de imagem, que, por lei, pode corresponder a até 40% do salário total de um jogador de futebol.
O Bradesco informou que "está atendendo todas as solicitações da polícia e tratando o assunto diretamente com o cliente e seu representante". A assessoria de imprensa de Dudu disse que o caso está sendo conduzido pela equipe jurídica do atleta, liderada por Adriana Cury e Cid Vieira, e que "os advogados já tomaram as medidas cabíveis junto às autoridades e confiam no trabalho da Justiça". Thiago Donda não respondeu às mensagens e não atendeu as ligações da reportagem. O Estadão aguarda uma resposta do 19º Cartório de Registro Civil de São Paulo.
FRAUDE FINANCEIRA
Dudu descobriu somente em agosto do ano passado que estava sendo vítima de seguidas fraudes financeiras. Segundo consta no pedido de abertura de inquérito, o atleta foi surpreendido ao saber que a sua empresa, Dudu Sete Agenciamento de Imagens Esportivas, aberta para receber os direitos de imagem, não recolhia impostos desde 2018, e que havia parcelas pendentes de pagamentos dos impostos, além da existência de execuções ajuizadas desde 2022. Tudo sem o aval do camisa 7.
O profissional responsável pela contabilidade da empresa de Dudu alegou ao jogador que não havia lhe informado da falta de pagamento dos impostos por ordem de Thiago e indicou um escritório de advocacia de sua confiança, no bairro de Moema, ao assessor do atleta, para que ele evitasse bloqueio dos bens de Dudu.
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