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Prefeitos defendem teto de gastos para cachês de artistas no São João da Bahia

O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), afirmou que o aumento contínuo das despesas coloca em risco o futuro das festas juninas nos municípios baianos

21/01/2026 às 10h54
Por: Redaçao
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Prefeitos defendem teto de gastos para cachês de artistas no São João da Bahia

Prefeitos e prefeitas se reuniram na sede da Associação Municipalista União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador, para defender a criação de critérios e um possível teto de gastos para a contratação de artistas no São João, especialmente nos municípios do interior. A proposta tem como objetivo conter o crescimento das despesas públicas com eventos e deve ser encaminhada ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) e aos Tribunais de Contas.

Durante o encontro, o presidente da UPB, Wilson Cardoso, defendeu a padronização dos valores pagos aos artistas e citou diferenças de cachês cobrados por um mesmo artista em cidades vizinhas. Prefeitos como Zé Cocá (Jequié) e Carlos Matos (Riachão do Jacuípe) alertaram que os custos atuais podem inviabilizar a realização dos festejos juninos nos próximos anos.

O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), afirmou que o aumento contínuo das despesas coloca em risco o futuro das festas juninas nos municípios baianos, com impacto direto no turismo e na economia local. Segundo ele, os custos para realização do São João aumentaram até dez vezes em um período de cinco anos.

“O São João começou com um custo e hoje está dez vezes mais caro do que há cinco ou seis anos. Os municípios de pequeno porte não estão conseguindo ter condições de realizar mais festas, ao mesmo tempo em que a população busca por este tipo de entretenimento”, afirmou.

Ainda de acordo com o gestor, a tendência é de novos aumentos caso não haja mudanças.

“Do jeito que as coisas estão, em até três anos nenhum município baiano conseguirá ter condições de realizar a festa. Se este ano for igual ao ano passado, os custos devem aumentar em cerca de R$ 5 milhões. Antigamente, com R$ 200 mil você fazia um São João razoável. Hoje, com esse valor, não se contrata nem a produção sonora para o palco”, completou.

Diante do cenário, Cocá defendeu um debate conjunto entre os gestores municipais para garantir a continuidade dos festejos juninos no interior da Bahia.

“Essa pauta precisa ser discutida entre os prefeitos, já que também há uma necessidade dos municípios em diminuírem as despesas. Então, é importante que tenhamos uma festa bem feita, de maneira que tenhamos condições de pagar por ela”, explicou.

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