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População não acredita no resultado da investigação sobre a morte das três mulheres em Ilhéus

Mesmo após o encerramento do inquérito policial, muitas perguntas continuam sem resposta

16/01/2026 às 13h40
Por: Redaçao Fonte: Ubaitaba Urgente
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População não acredita no resultado da investigação sobre a morte das três mulheres em Ilhéus

A conclusão da investigação sobre o assassinato de três mulheres na Praia do Sul, em Ilhéus, no sul da Bahia, segue causando revolta, incredulidade e uma enxurrada de questionamentos na população. Mesmo após o encerramento do inquérito policial, muitas perguntas continuam sem resposta — e a sensação de que algo não se encaixa só aumenta.

De acordo com a Polícia Civil, Thierry Lima da Silva foi apontado como o único responsável pelas mortes das professoras Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41, e da estudante Mariana Bastos da Silva, de 20 anos, assassinadas no dia 15 de agosto, durante um suposto triplo latrocínio. Preso preventivamente desde a época do crime, Thierry é o único indiciado.

Mas é justamente essa conclusão que gera desconfiança. Como um único homem teria conseguido matar três mulheres, de uma só vez, em um local público, sem que houvesse reação, testemunhas diretas ou uma dinâmica totalmente esclarecida? Para muitos moradores de Ilhéus, a versão oficial parece frágil, apressada e incapaz de responder às dúvidas que persistem desde o dia da tragédia.

O inquérito foi concluído no dia 19 de dezembro pelo Núcleo de Homicídios de Ilhéus, e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) acatou integralmente o entendimento da polícia, oferecendo denúncia contra o investigado. Agora, cabe à 1ª Vara Criminal de Ilhéus decidir se as provas apresentadas são suficientes para transformar Thierry em réu. Enquanto isso, ele segue preso de forma preventiva.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que a investigação contou com diligências de campo, análise de imagens de câmeras de segurança, exames periciais, oitivas de familiares e testemunhas, além da coleta de outros elementos probatórios. O trabalho teve apoio da 7ª Coorpin/Ilhéus, do DHPP e do Departamento de Inteligência Policial (DIP).

Apesar disso, a desconfiança popular permanece. Nas ruas e nas redes sociais, cresce a narrativa de que o investigado estaria sendo tratado como um possível bode expiatório, enquanto outras linhas de investigação, na visão da população, não teriam sido exploradas com a profundidade necessária.

O caso, que chocou Ilhéus pela brutalidade e pelo perfil das vítimas, ainda está longe de encontrar paz no imaginário coletivo. Para muitos, o encerramento do inquérito não trouxe respostas — trouxe ainda mais dúvidas. E enquanto essas perguntas não forem claramente respondidas, a sensação de impunidade e de investigação incompleta continuará assombrando a cidade.

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